Número de mortos durante operação no Jacarezinho sobe para 29

 


Neste sábado foi atualizado o número de pessoas mortas durante a operação policial realizada na última quinta-feira (06) na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro. O número de mortos contabilizados oficialmente agora é de 28 pessoas. Segundo a polícia, todos os mortos durante a operação, com exceção do inspetor André Leonardo de Mello Frias, seriam criminosos.

Considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, a operação policial foi realizada para desarticular uma quadrilha de traficantes de drogas que, entre outros crimes, era suspeita de aliciar menores de idade.

Defensores dos direitos humanos questionam a legalidade da operação, que também despertou a preocupação da Ordem dos Advogados do Brasil, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e do o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos. As três instituições pediram investigações rigorosas e imparciais e ressaltaram o compromisso do Estado no respeito aos direitos humanos.

Responsável por fiscalizar a legalidade da ação, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota em que informa que está investigando as circunstâncias das mortes ocorridas durante a operação.

“Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ”, diz o texto, que informa que a promotores estiveram presentes na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. “Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial”, informou a nota.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu a Polícia Civil e afirmou na noite de ontem que a operação foi “o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça.”

Já uma nota conjunta assinada por entidades como a Anistia Internacional no Brasil, a Justiça Global, o Instituto Marielle Franco e o Movimento Negro Unificado classifica a operação como um massacre. Defensores de direitos humanos, moradores de favelas e familiares de vítimas de violência policial realizaram protestos ontem (7) contra as mortes.



Share on Google Plus

Postado por: Revista Novo Perfil

“O Mundo não lembra dos que não se fazem lembrar”. Anuncie Conosco. Contato: TIM (83) 999-386-921 E-mail: revistanovoperfil@hotmail.com
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comments :

Postar um comentário