Cantor morre de covid-19 apenas dois dias depois da esposa grávida de sete meses

 


Após a morte do cantor André Junio, de 34 anos, amigos, fãs e clientes fizeram dezenas de publicações em homenagem a ele. O músico era vocalista da Banda Leave, que se apresentava em casamentos em Goiânia, e morreu de Covid-19 dois dias depois de perder a esposa grávida para a doença. Segundo o grupo, Juninho, como era conhecido, não chegou a saber da morte da mulher e filho.

Muitas homenagens feitas ao cantor citam a alegria dele. Noivas lembraram com carinho do alto astral que ele proporcionou aos casamentos. Já amigos expressaram gratidão pelo tempo que puderam passar junto à energia positiva dele.

Entre as mensagens estão frases como: “Seu palco agora é no céu”.


“[Desejo] que você seja recebido aí em cima da mesma maneira que recebia todos aqui: com um sorriso largo e a alegria que contagia”, escreveu um internauta.

Nas fotos e vídeos compartilhados com as despedidas, Juninho aparece sempre nos palcos, cantando, dançando e fazendo poses engraçadas. Ao G1, o diretor da Banda Leave e amigo do vocalista, Leandro Venâncio, também já havia mencionado o alto astral dele.


“Ele era um cara extrovertido, querido por todos. Goiânia inteira estava mobilizada em corrente de oração pela recuperação dele”, afirmou.


Internações e mortes

A esposa do cantor, a técnica em enfermagem Tammy Ferreira, de 33 anos, estava no 7º mês de gravidez e também tinha sido diagnosticada com coronavírus. A administração da banda contou que o casal estava internado desde o último dia 8 de fevereiro, em um hospital particular da capital.

Ela faleceu na quarta-feira (17). Foi feita uma cesárea para tentar salvar o bebê, que se chamaria Joaquim, mas ele não resistiu.

Sem saber da morte da esposa e do filho, o cantor foi entubado na quinta-feira (18) e evoluiu para estado gravíssimo de saúde. No dia seguinte, ele não resistiu às complicações do vírus e morreu.

Amigos e parentes acompanharam, em carreata, o corpo de Juninho sendo levado ao Cemitério Parque, em Goiânia, onde ele foi enterrado no sábado (20).

Os corpos de Tammy e do filho foram sepultados no Maranhão, estado onde mora a família da técnica em enfermagem. Ela trabalhava no Hospital de Queimaduras de Goiânia.

A unidade de saúde informou que a funcionária estava afastada do trabalho com pacientes e atuava na área administrativa do hospital justamente por a gravidez ser um fator de risco para a Covid-19. Também segundo eles, ela foi afastada do trabalho logo que foi diagnosticada com coronavírus.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) já registrou mais de 380 mil infectados em Goiás pelo coronavírus até este sábado (20), quando onze hospitais tiveram 100% de ocupação dos leitos de UTI.

Click PB



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Postado por: Revista Novo Perfil

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