Belém 63 anos de História




Belém é um município brasileiro do estado da Paraíba. Pertence à Região Geográfica Intermediária de João Pessoa e está inserido na Região Metropolitana de Guarabira. Localiza-se a 123 quilômetros da capital João Pessoa e a 17 quilômetros do município Guarabira. Sua fundação ocorreu em 6 de setembro de 1957.


Conhecida por ter o maio
r e melhor festejos de São Pedro da Paraíba, evento popular realizado anualmente no primeiro final de semana do mês de julho, a cidade também é uma das mais importantes rotas de ligação entre diversos municípios da Paraíba ao estado do Rio Grande do Norte, através da PB-073


O município de Belém possui uma área territorial de 100,153 km², estando subdividido em cerca de 54 comunidades rurais, e um distrito (distrito de Rua Nova) e o distrito-sede.


Localizado na Zona Fisiográfica do Piemonte da Borborema, o município de Belém apresenta um relevo caracterizado por uma superfície de pediplanação bastante monótona, relevo predominantemente suave-ondulado, cortada por vales estreitos, com vertentes dissecadas elaborada em rochas cristalinas.


As principais serras são: Suspiro, Jenipapo, Lagoa da Serra, Angelim, Camucá e Baiano.


O clima do município de Belém é do tipo tropical quente e úmido (As’) com chuvas concentradas de outono a inverno, influenciado por localizar-se numa área de transição entre o clima úmido do litoral e o semi-árido do sertão. De acordo com o levantamento cartográfico do estado da Paraíba, realizado pela Sudema, a temperatura média anual do município de Belém está em torno de 26 a 27 graus celsius, com pluviosidade média anual de 1000 a 1200 milímetros, e uma insolação média de 2600 a 2700 horas anuais.


Por estar na região geográfica da Depressão Sublitorânea a vegetação do município é do tipo caatingado, classificada como Agreste e originalmente constituída por uma mata caducifólia de transição, com espécies xerófilas da caatinga e algumas espécies da mata úmida, e ainda, com cobertura de gramíneas rasteiras e espécies arbóreas primitivas como o juazeiro.


O município de Belém está inserido em duas bacias hidrográficas, sendo uma de domínio federal, por ultrapassar as fronteiras do estado da Paraíba, e a outra de domínio estadual, devido à área estar completamente no território paraibano.


Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) o território belenense pertence às seguintes bacias:


A bacia hidrográfica do Rio Curimataú, pelas regiões norte/oeste do município. Em direção ao estado vizinho do Rio Grande do Norte. Tendo como principais riachos belenenses desaguando nessa bacia hidrográfica os riachos da Picada, Gameleira e do Meio;


E a bacia hidrográfica do Rio Mamanguape, pelas regiões sul/leste do município. Com os riachos desaguando inicialmente na micro-bacia do Rio do Pirpirituba. Esta grande bacia do Rio Mamanguape está incluída no conjunto de bacias hidrográficas do litoral norte paraibano.


Os principais reservatórios d'água são os açudes Tribofe, Picada, Saboeiro, Camucá do meio, Santo Antônio e Nica. E ainda algumas lagoas naturais, como a lagoa da Serra, do Umari e a lagoa do Curimataú.


Belém pertence à unidade geomorfológica conhecida como Escarpa Oriental da Borborema, caracterizado por morros, serras que avançam da depressão formando os primeiros contrafortes orientais da Borborema, constituídas de rochas do Complexo Presidente Juscelino com embasamento cristalino, com intercalações gnáissicas datadas do Pré-Cambriano e restos do capeamento sedimentar do Grupo Barreiras.

De acordo com a o Censo Demográfico de 2014, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município é de 17.093 habitantes, com uma densidade populacional de 170,67 habitantes por km². Observando o gráfico abaixo, percebe-se que desde a década de 1950 a população do município de Belém continuou sempre crescendo, atingindo o número de 17.093 (Censo 2010):


Urbana e rural


Em relação à situação de domicílio, a população residente na zona urbana é muito superior a população residente na zona rural.




Urbana e Rural


Porcentagem



Urbana


79,49%



Rural


20,51%



Fonte: IBGE(censo 2000)


Sexo


Observa-se no município que, a população feminina é superior à população masculina.



Sexo


Porcentagem



Masculino


48,81%



Feminino


51,19%



Fonte: IBGE(censo 2000)


Raça ou cor


Ainda, segundo os dados do censo 2000 do IBGE, em relação à cor ou raça, a maior parte da população belenense se declara parda, e a menor da cor negra.




Raça ou Cor


Porcentagem



Branca


33,22%



Negra


3,93%



Parda


62,25%



Idosos


Nota-se, também, pelo censo 2000 do IBGE que, o município possui uma elevada população de idosos, ultrapassando a população relativa (percentagem) do estado da Paraíba e do Brasil.




Idosos 



Porcentagem



Brasil


8,56%



Paraíba


10,2%



Belém


13,6%




A história do município de Belém pode ser compreendida a partir de três períodos históricos distintos.


O primeiro período confunde-se com o início da colonização da Paraíba quando no final do século XVI, entre os anos de 1587 e 1592, nas administrações do Ouvidor Geral do Brasil, Martim Leitão, e do capitão-mor da Paraíba, Feliciano Coelho de Carvalho, aconteceram sangrentas batalhas na região da Serra da Copaoba, na qual está inserida grande parte do município de Belém, entre os Índios Potiguaras aliados dos franceses que exploravam o Pau-Brasil da região, e os portugueses, aliados com os índios Tabajaras do litoral paraibano. Os Potiguaras, primeiros nativos do município de Belém, sob a liderança dos caciques Pao-Seco e Zorobabé, tentaram resistir aos ataques dos colonizadores e dos Tabajaras, porém foram derrotados e os Potiguaras tiveram q
ue fugir para o Estado do Rio Grande do Norte. Segundo historiadores, essa batalha sangrenta na região da Serra da Copaóba dizimou cerca de 20 mil índios Potiguaras.


O segundo período histórico do município de Belém remonta a segunda metade do século XIX quando de acordo com uma certidão datada de janeiro de 1935 do tabelião e oficial do registro de imóveis do Termo de Guarabira, Joel Baptista da Fonseca, o padre José Tavares Bezerra doou em 1871 uma parte de terras para a Capela Nossa Senhora da Conceição do povoado de Belém. Este pequeno povoado em formato de uma cruz, onde as primeiras residências e casebres foram se amontoando ao lado da estrada de barro que ligava-o a povoados mais próximos, foi denominado pelos seus moradores de Gengibre. Possivelmente pela abundância e cultivo dessa leguminosa pelos índios Potiguaras que habitavam a região a fim de fazerem escambo com os franceses que eram seus aliados.


No final do século XIX, missionários católicos que realizavam as chamadas Missões populares pela região da Serra da Borborema observaram que no lugarejo de Gengibre havia muitas brigas e confusões entre os habitantes. Foi quando o Frei Herculano, ou em outra versão corrente, o Padre Ibiapina, sugeriu que a mudança do nome povoado talvez fosse a solução, pois Gengibre se tratava de uma raiz ardente, e com um nome mais suave poderia mudar o comportamento agressivo dos habitantes. Daí surgiu o nome de Belém, que significa “casa de pão”, termo considerado manso e pacífico por ser o nome da cidade onde Jesus nasceu. E também, contam alguns, devido o povoado estar bem próximo de uma serra chamada Pedra do Cordeiro, fazendo assim uma analogia à figura de Jesus nascido em Belém da Judéia.


No início do século XX, chegou ao povoado um migrante, de nome ainda desconhecido, que se estabeleceu com um pequeno hotel para servir como hospedaria para as pessoas que se deslocavam periodicamente em direção às feiras dos povoados vizinhos. Já por volta do ano de 1914 teve início a construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, tendo sido inaugurada oficialmente em 24 de fevereiro de 1934.


São lembrados ainda, como pioneiros da colonização de Belém, isto é, como os primeiros moradores da vila, os senhores Antônio da Cunha Rego, José Tomás Pedrosa, João Fernandes Madruga e Antônio Targino Pessoa.


O terceiro período histórico município de Belém dar-se com o desenvolvimento econômico e o movimento pró-emancipação política e administrativa do município.


Até o final da metade do século XX, Belém era apenas um distrito de Caiçara, sem muita importância, contando apenas com quatro ruas que se cruzavam entre si formando a configuração de uma cruz. Eram elas: Rua do Sossego, Rua Paraguai, Rua Gameleira e Rua da Empresa.


Nas divisões administrativas do Brasil de 1936 a 1938, Belém figurou como Distrito de Caiçara, e modificado anos depois para Belém de Guarabira. Mas com o Decreto Lei Estadual nº 520 de 31 de dezembro de 1943 que estabeleceu a divisão administrativa para o qüinqüênio 1944-48, modificou o nome de Belém par
a Curimataú, permanecendo até o ano de 1949, quando através da Lei nº 318 de 7 de janeiro, fixou-se à divisão 49-53, mudando novamente sua denominação para Belém de Caiçara.


A partir de 1945, com o surgimento da rodovia PB-073 ligando os estados da Paraíba e o Rio Grande do Norte pela Microrregião de Guarabira, Belém tornou-se ainda mais importante como base de apoio para viajantes que utilizavam a referida estrada. Surgindo em consequência, inúmeras casas comerciais, postos de gasolina, hotéis etc.


Em 1953, no governo de José Américo de Almeida, Belém foi contemplada com verbas emergenciais para a construção do Açude Tribofe, devido a grande seca que assolava a região. É desse governante a doação e instalação em 1955 do grupo escolar Felinto Elísio. Com o crescimento do Distrito de Belém de Caiçara, em 1954 os habitantes iniciaram um movimento pró-emancipação liderado por um grupo de cidadãos, José Tomás Emiliano, José Brasiliano da Costa, Henrique Rodrigues, Cláudio Cantalice Viana, Luís Gomes de Lima, Vicente Cadó, Manuel Miguel de Azevedo, e Manuel Xavier de Carvalho, que liderava o movimento.


Esses cidadãos elaboraram um abaixo assinado no qual continha 2.120 assinaturas. O mesmo foi entregue a um dos Deputados Estadual da época, Humberto Lucena, que elaborou um projeto de lei reivindicando a emancipação política de Belém que até o momento pertencia a Caiçara. O projeto foi encaminhado a mesa diretora da Assembleia Legislativa em 2 de abril de 1956, sendo o mesmo derrotado por apenas um voto, devido uma articulação política tendo a frente o deputado Severino Ismael da Costa que tinha ligações políticas e familiares com a cidade de Caiçara, ressaltando que o Deputado colocava-se radicalmente contra a emancipação política de Belém.


Após o projeto ser votado, pressões e perseguições foram feitas, transferências de funcionários públicos, comerciantes foram perseguidos pelo fisco, através de cobranças irregulares, mas o espírito de luta e o desejo de ver Belém emancipado foi maior, e outro abaixo assinado foi feito e entregue ao Deputado Humberto Lucena por ocasião de sua visita aos seus amigos em Belém.


Chegando em João Pessoa, na segunda legislatura tratou de elaborar um segundo projeto, dessa vez com o apoio de outros deputados, inclusive do Senador Rui Carneiro que interveio junto à bancada pedindo que votassem pela Emancipação política de Belém. Mesmo assim o projeto foi tirado de pauta por seis vezes. Porém, semanas depois o projeto foi aprovado, e dessa vez com o apoio do próprio Deputado Severino Ismael, até então contra a emancipação, conforme nos assegura o Dr. Manuel Xavier de Carvalho no trecho de uma entrevista a seguir: “No início Severino Ismael era meu adversário político, sendo assim contra a nossa emancipação política, mas no decorrer do tempo ele foi um político compreensivo, aberto ao diálogo e acatou a ideia de apresentar na Assembleia Legislativa o projeto de autonomia que foi aprovado por seus pares e sancionado pelo governador da época Flávio Ribeiro Coutinho”. (Carvalho, 25 de Janeiro de 2006).


Aproximava-se a semana da pátria de 1957, quando o então governador Flávio Ribeiro Coutinho convocou por intermédio do Deputado Severino Ismael a sociedade de Belém, para no dia 6 de setembro de 1957, através da Lei Nº 1.752 dar a emancipação política ao Distrito de Belém de Caiçara, ocorrendo a sua instalação oficial em 6 de dezembro do mesmo ano, com o nome simplificado para Belém. No seu discurso, dizia o Gov
ernador Flávio Ribeiro Coutinho que dos distritos que ele elevou a categoria de cidade, só uma vez, com grande orgulho o fez, foi com o município de Belém, porque quando ainda estudante passava férias na casa do Sr. Clóvis Cruz morador da então Vila.


Integrava a comitiva governamental na visita a Belém os senhores: Deputado Severino Ismael, Deputado Clóvis Bezerra, Joacil de Brito e Dudu Emiliano.


O primeiro prefeito do município de Belém foi Manuel Miguel de Azevedo em 1957, através de nomeação do Governador Flávio Ribeiro Coutinho. Porém, o primeiro prefeito eleito por voto direto da população belenense foi Manuel Xavier de Carvalho em 1959, mas teve sua eleição cassada por problemas no registro da candidatura, assumindo posteriormente João Gomes de Lima.


Eletrificação do município


Segundo moradores mais antigos do município, a geração de energia elétrica para o antigo povoado começou a partir da década de 1930, através de um motor movido a óleo. Esse tipo de geração de energia elétrica se estendeu até o ano de 1962, quando foi instalada definitivamente a rede elétrica na administração do prefeito José Brasiliano da Costa, e continuada na administração de João Gomes de Lima.


Neste período de geração de energia elétrica através de motor a óleo, várias pessoas ficaram responsáveis para o funcionamento do mesmo. Uma das pessoas mais conhecidas para esta tarefa foi o senhor Severino de Sousa, conhecido por “Severino Pecador”. O seu filho, José de Sousa, relata que o seu pai ligava o motor sempre as 18 horas e desligava-o as 22 horas, pois era o período em que a população poderia desfrutar da energia elétrica.


Porém, nas épocas em que havia festas populares no antigo povoado, como o Natal e as Festas Juninas, a energia elétrica se estendia até as primeiras horas da madrugada. Situação que ditava o ritmo da população no período noturno e nos festejos, mas não impedia que o povo festejasse a sua cultura popular e seus trabalhos inerentes ao horário.


A geração de energia elétrica pelo motor a óleo marcou a história do município de Belém. Passados cinquenta anos de emancipação política-administrativa, a ser comemorado no dia 6 de setembro de 2007, o município de Belém vive uma nova época de desenvolvimento, além de a sede estar completamente eletrificada, praticamente toda a zona rural do município é atendida pela rede elétrica, algo indispensável para a melhoria das condições de vida do povo belenense.


A história política do município, desde o início, é marcada por diversas conturbações. Nos dois primeiros anos de emancipação político-administrativa cinco políticos exerceram o cargo de prefeito do município, Manuel Miguel de Azevedo, Manuel Xavier de Carvalho, Joaquim Mendes da Silva, José Brasiliano da Costa e Jo
ão Gomes de Lima.


O primeiro prefeito nomeado foi Manuel Miguel de Azevedo, pelo então governador da Paraíba Flávio Ribeiro Coutinho, o prefeito exerceu um brevíssimo mandato de oito dias. Em seguida, o Governador em exercício, Pedro Gondim, nomeou o advogado Manuel Xavier de Carvalho para o cargo, no qual meses depois se afastou para concorrer à primeira eleição direta para prefeito constitucional do município de Belém, assumindo o posto de prefeito Joaquim Mendes.


Na eleição pelo voto direto foi eleito Manuel Xavier de Carvalho, porém seu mandato foi cassado por problemas no registro da candidatura, tendo assumido a prefeitura o José Brasiliano da Costa, o vice-prefeito mais votado na ocasião, pois na época o prefeito e o vice-prefeito eram escolhidos separadamente. Contudo, seis meses depois, assumiu a prefeitura o segundo candidato a prefeito mais votado no município, o João Gomes de Lima. Após uma década o advogado Manuel Xavier de Carvalho concorre novamente a uma eleição para prefeito, na qual saiu vitorioso, e dessa vez exerceu o mandato por quatro anos.


Em 1986, o então prefeito, Tarcísio Marcelo, teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal de Belém, e o vice-prefeito, Luís Porpino da Costa, conhecido popularmente por Seu Biluca, assumiu por 46 dias a administração do município, retornando, posteriormente, o prefeito Tarcísio Marcelo após ganhar na justiça o direito de governar o município.


Na eleição para prefeito em 1996 o candidato Edmilson Ribeiro perdeu a eleição para Tarcísio Marcelo por pouco mais de 30 votos, e pediu a justiça eleitoral a recontagem dos votos. O pedido foi acatado pela justiça eleitoral e os votos da eleição foram novamente apurados, mas permaneceu o resultado anterior.


A tragédia política de 1985


No dia 14 de setembro de 1985 aconteceu um trágico episódio que marcou a história política de Belém: O assassinato do ex-prefeito Luís Alexandrino da Silva, popularmente conhecido por Lula Firmino.


Em seu Jipe, o ex-prefeito Lula Firmino se dirigia com o amigo Manuel Luís Neto, também conhecido por “Xinha", até a sua propriedade rural no sítio Gameleira, município de Belém, quando foi surpreendido por pistoleiros numa emboscada ao lado do riacho do Meio, nas imediações do sítio do Sr. José Thomas Emiliano, próximo a propriedade do ex-prefeito.


Segundo o amigo que o acompanhava, os pistoleiros desceram do carro onde estavam, cumprimentaram Lula Firmino e anunciaram o crime. O ex-prefeito ainda implorou para não retirarem sua vida, oferecendo objetos pessoais para os assassinos, porém sem êxito. O mesmo acompanhante de Lula Firmino conseguiu, milagrosamente, escapar dos pistoleiros e avisar aos outros amigos na cidade de Belém sobre o episódio. Ao chegarem no local do crime, encontraram Lula Firmino barbaramente assassinado com vários tiros de arma de fogo.


Houve uma grande c
omoção da população belenense. Lula Firmino era um dos políticos mais populares da época. Tinha uma oratória convincente e empolgante. Sua influência política crescia no município e na região.


Alguns dias depois, os pistoleiros foram presos e confessaram o assassinato, e teriam acusado um grupo político local como o mandante do crime.


Misteriosamente, um dos pistoleiros, Paulo Roberto, foi encontrado morto dentro de uma cela no presídio do Roger, em João Pessoa, onde estava preso. Também foi acusado na participação do assassinato um policial, o Cabo Galdino, por ter indicado a vítima, Lula Firmino, aos pistoleiros após ter cumprimentado o ex-prefeito nas imediações da praça Seis de Setembro, em Belém.


Matéria do Jornal O Norte, datada de 20 de setembro de 1985, destacou a decretação de prisão preventiva expedida pelo então juiz da Comarca de Belém, Marcos Cavalcanti de Albuquerque, contra o fazendeiro e ex-prefeito de Belém, João Gomes de Lima, acusado de ter sido o mandante do assassinato. No julgamento ocorrido meses depois, João Pedro, como também era conhecido o fazendeiro, foi absolvido pela Justiça.


Terminava, com esse episódio, a história política de um dos belenenses mais brilhantes e promissores na vida pública que o município de Belém já ofereceu. Luís Alexandrino da Silva, assassinado aos 46 anos de idade, prefeito de Belém no período de 1977 a 1982.


Prefeitos


Observação: Entre 1957 e 1958 não houve eleição direta para prefeito no Município de Belém, os prefeitos foram nomeados pelo governo estadual. A primeira eleição ocorreu em 1959, na qual foi eleito Manoel Xavier de Carvalho, do PSD, com 828 votos. Porém, devido problemas no registro da candidatura, não assumiu o cargo, o qual foi ocupado, inicialmente, por Brasiliano da Costa e, meses depois, por João Gomes de Lima. Fonte: TRE-PB







Nome


Período



1


Manuel Miguel de Azevedo


1957 - mandato de 8 dias



2


Manoel Xavier de Carvalho


1958 - meses



3


Joaquim Mendes da Silva


1958 - meses



4


José Brasiliano da Costa


1959 - meses


5


João Gomes de Lima


1959 a 1963



6


Rodolfo Gomes Pedrosa


1963 a 1968



7


Manoel Xavier de Carvalho


1969 a 1972



8


José de Almeida


1973 a 1976



9


José Brasiliano da Costa


1976 - meses



10


Luís Alexandrino da Silva (Lula Firmino)


1977 a 1982



11


Tarcísio Marcelo Barbosa de Lima


1983 a 1988



12


Luís Porpino da Costa (Biluca)


1986 - mandato de 46 dias



13


Wellington Guedes
 de Carvalho


1989 a 1992



14


Edmilson Rocha de Lima


1993 a 1996



15


Tarcísio Marcelo Barbosa de Lima


1997 a 2000



16


Tarcísio Marcelo Barbosa de Lima


2001 a 2004



17


Roberto Flávio Guedes Barbosa


2005 a 2008



18


Roberto Flávio Guedes Barbosa


2009 a 2012



19


Edgard Gama


2013 a 2016



20


Renata Christinne F. de Souza Lima Barbosa

2017 a 2020



Cultura


O município te
m uma grande diversidade cultural, especialmente ligada as expressões da cultura popular. Com o passar dos anos, algumas delas foram sendo esquecidas, porém existe um movimento de pessoas ligadas à cultura popular belenense que estão tentando resgatar essas expressões culturais do município. São diversos folguedos, danças, expressões artísticas e festas populares como as quadrilhas juninas, o boi-de-reis, o pastoril, a ciranda, o artesanato, o carnaval, as festas religiosas do Natal e da Padroeira, a feira livre e o maior evento cultural da atualidade no município: a festa do São Pedro.



Fonte: Wikipédia 
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Postado por: Revista Novo Perfil

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